Claudia Schurmann
Meu nome é Claudia Schurmann. Filha de Professores. Ernst Ferdinand Schurmann, e Betina Schurmann. Papai alemão nascido em Colonia de família judia veio para o brasil na adolescência fugindo da perseguição aos judeus; minha mãe de família tradicional mineira, nascida em Juiz de Fora.
Meu pai foi regente de orquestras mas com o passar do tempo passou a ser professor de música e folclore e minha mãe a princípio era professora de história mas depois fez pós graduação em urbanismo trabalhando bastante com movimentos sindicais.
Durante minha infância moramos em diversos lugares por conta das faculdades que meu pai trabalhou. Rio de Janeiro, Recife, Brasília e São Paulo. Fui filha única por 11 anos, quando nasceu meu irmão Bruno Schurmann que seguindo a veia artística se formou em designer gráfico. Êle é muito bom no que faz um artista e pessoa que tenho orgulho de ser irmã.
Bom, durante os anos que moramos em Recife em 1962 – 1968, fiz balé com a professora Flávia Barros. Adorava! Mas quando fomos para Brasília a realidade era muito diferente. O ensino na escola era bem mais adiantado e com a vinda de meu irmão, abandonei a dança. Pena!
Em 1973 meu pai e todo o departamento de música foi demitido da Universidade de Brasília por motivos políticos. Fomos para São Paulo
Casei cedo. Meu marido era arquiteto. Ainda com 18 anos já não morava com meus pais.
Com 19 anos voltei casada para Brasilia e no ano seguinte nasceu minha primeira filha, Naiá. Não moramos muitos anos em Brasília. Tentei cursar a Universidade de Brasília mas não passei no vestibular. Voltei para SP e comecei a cursar licenciatura Plena em Educação Artística na FAAP.
Dei aulas na rede pública e privada, Trabalhei na Secretaria de Estado da Educação e na Secretaria do Menor, no programa Circo-Escola Grajaú. Em meio a minha carreira me separei do primeiro marido que faleceu em seguida e me casei novamente, com quem vivo já a 38 anos e tivemos dois filhos. O Léo e o Martim.
No primeiro ano de vida do Léo, eu entrei no SESI. Fui entrevistada pela Sônia para uma vaga pra Orientadora de Artes Cênicas e na época haviam duas vagas. Núcleo de AE carvalho e Vila das Mercês. Escolhi ou fui escolhida para assumir a Vila das Mercês, onde fiquei durante 9 anos quando pedi transferência para o SESI de Rio Claro onde trabalhei por mais 14 anos.
Quando em 1993 entrei no SESI conheci um mundo bem diferente do que estava atuando. Trabalhar com a Sônia me abriu um horizonte bastante rico! Unir a minha experiência como arte educadora que acreditava num trabalho colaborativo, com os desafios desta nova função sob orientação da Sonia foi tudo de Bom!
Minha ida para o SESI foi um grande desafio! Ser arte educadora em plásticas eu dominava mas em cênicas eu tinha pouca experiência! Mas foi um desafio que modificou minha vida e minha pessoa! Me desliguei do SESI em 2016 quando faleceu minha filha e eu abandonei Rio Claro. Hoje moramos em São João da Boa Vista, onde divido com meu marido a administração do sítio da família. Perdi uma filha; Me mudei de casa e cidade onde ninguém me reconhece por meu trabalho e pelo que já fiz. Sou um tanto anônima e o que pensei ser fácil reconstruir nesta última mudança não consegui nestes 6 anos que minha vida virou do avesso ou de ponta cabeça. Não senti vontade e
energia de procurar novos contatos e começar de novo... Fui deixando acontecer curtindo as pequenas coisas e aproveitando cada uma delas. Me aproximar da família foi uma delas e tudo tem seu momento... Minha mãe ficando velhinha e precisando de mais atenção; meu casamento convivendo e compartilhando com meu marido nossas histórias, dificuldades, dores e sonhos... Mas confesso que muitas vezes perco o rumo e o meu foco, e frequentemente não tenho claro qual são eles hoje.
Hoje já aposentada não tenho trabalhado mas me propus a registrar em um livro um recorte das lembranças do trabalho que fizemos nos dois Núcleos de Artes Cênicas do SESI de 93 a 2015/ 16 quando definitivamente me desliguei da instituição. Tenho comigo um acervo de fotos e informações que quero muito deixar público antes que caia no esquecimento.
Meu projeto hoje:
- Manter meu corpo físico e espiritual;
- Somos fontes de energia e transmitimos esta energia a todos a nossa volta, aos que desejamos emanar e sobretudo dividimos esta energia com o universo e todos os seres existentes;
- sabendo que somos fonte de energia e que esta energia pode ser enviada quando quisermos, procuro manter esta fonte de vibração mais
elevada;
- As energias atraem energias de vibrações semelhantes. E este é um dos motivos de se manter uma energia positiva, mesmo em presença de uma dor ou sofrimento que passamos. Tentando manter esta vibração energética positiva, receberemos ajuda de energias semelhantes para superar os medos, as dores e as dificuldades.
- Hoje eu estudo e exercito esta manutenção de meu corpo físico e espiritual com as ferramentas que disponho e me são possíveis. Pilates,
RPG, Acupuntura, estudos de Apometria, e um grupo de orações/Vibrações que se ajudam mutuamente, e através do autoconhecimento,
exercitam o ato de dividir com a mãe terra, com o universo e com todos os que necessitam de esperança, serenidade boas energias para
continuarmos nosso aprendizado nesta vida.
-Temos aqui em São João da Boa Vista um sítio da família que ajudo a manter para estar recebendo a família e amigos sempre que possível.
Durante a pandemia ele foi fundamental para abrigar filhos, nora, sobrinhos e suas esposas, sobrinhos-netos... Montamos lá uma comunidade. Tempo que rendeu muito prazer! Neste sítio tenho a oportunidade de respirar, caminhar, e por vezes dançar!
- Minha meta além deste meu dia a dia é registrar meu trabalho de 23 anos enquanto estive no SESI. Nestes seis anos que me afastei, senti
que deveria retomar não deixando perdido os anos brilhantes que ficaram pra trás. Sempre guardei registros do processo então comecei
a organizar memórias minha e a de meus alunos, escrevendo para que não se perdesse no tempo Comecei a digitalizar registros de imagens e organizar um acervo para consultas e futuramente para compartilhar
com quem queira... Este resgate vai virar um livro em breve: Entre dois Núcleos.
SOBRE CLAUDIA
Formada em Licenciatura Plena em Educação Artística pela FAAP -Fundação Armando Alvares Penteado, entre 1987 e 1988 trabalhou na Secretaria de Educação do
Estado de São Paulo, entre 1988 e 1989 na Secretaria do Estado do Menor
- Circo escola Grajaú e de 1993 a 2016 no SESI em SP.
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ESSE ESPAÇO...
... aglomerado de ideias e preenchido pelo caos critativo. Registro de um Mestrado, da criação, do entendimento, da prática. Orienta os desavisados. Educa os familiares distantes. Alivia o peito dos inconformados. Celebra os grandes Mestres - os presentes e os ausentes. Os que se foram e os que ficaram. Os que são. Que inspiram. Que respiram arte.
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PREENCHENDO O VAZIO